Entrando no Detalhe #1 – Victor Affaro

“Eu fotografo desde os 16 anos. Não tem antes e depois da fotografia na minha vida, parece que ela já nasceu comigo”, resume o fotógrafo paulistano Victor Affaro.

Formado em Publicidade pela PUC-SP, Victor tem mais de 20 anos de profissão, com publicações nos mais importantes veículos do mundo, como NY Times, Vogue, Monocle, Time Magazine, entre outras. No currículo aparecem também alguns trabalhos com a Oficina Reserva, como campanhas e projetos especiais, parte de uma conexão de valores e de estética que tivemos com Victor. Ao longo da carreira, ele desenvolveu um olhar que constrói narrativas a partir de pessoas e lugares, em abordagens conceituais ou documentais. Por suas lentes já passaram gigantes da arte, da política, do esporte e do entretenimento. Anitta, Iza e Caetano Veloso são apenas alguns deles em uma extensa lista.   

Sempre presente em sua rotina, a câmera deu a Victor a oportunidade de encontrar pessoas e lugares que não teria conhecido com uma carreira diferente. “A fotografia moldou o que eu sou hoje. Sei um pouco de tudo e não sSempre presente em sua rotina, a câmera deu a Victor a oportunidade de encontrar pessoas e lugares que não teria conhecido com uma carreira diferente. “A fotografia moldou o que eu sou hoje. Sei um pouco de tudo e não sei muito de nada, graças a ela. Meu trabalho é plural, eu transito por muitos gêneros da fotografia, e isso me trouxe pluralidade como ser humano”, explica. Com o seu trabalho, conheceu ricos e pobres, andou de helicóptero na Nova Zelândia e filmou para a National Geographic na Venezuela. “A fotografia me faz ser um cara mais empático. Meu trabalho me tira da bolha o tempo todo; com ele, já vivi todo tipo de emoções. Meu mundo sem a fotografia não é suficiente.”

Workaholic assumido e vivendo uma relação visceral com a fotografia, Victor estabeleceu para si um modus operandi essencial para manter a sanidade mental. Apesar de ter se conectado com São Paulo, sua cidade natal, durante a pandemia, e percebido, com a paralisação do trabalho, o quanto ela é essencial para o bom funcionamento da engrenagem de sua vida, ele escapa regularmente para sua casa nas montanhas de São Francisco Xavier, no interior paulista, com a filha Flora e a mulher Lila. A “roça’, como ele chama o refúgio, serve de válvula de escape quando o ritmo na cidade grande chega ao limite. “Essa dualidade é muito importante para mim. É on e off o tempo todo. Tento equalizar para não arriscar um burnout.”

Mas a estadia em meio à natureza, durante a qual Victor aproveita para andar descalço, tomar banho de cachoeira e respirar ar puro, tem prazo de validade. “Não consigo ficar mais de uma semana longe da agitação e das conexões que São Paulo me oferece”, confessa. Seu estilo pessoal não muda, seja no ambiente rural ou urbano. “Me visto de maneira bem uniforme, com peças fáceis de combinar que escolho pelo conforto, durabilidade e versatilidade. Uso a mesma roupa na roça, a diferença é que uso menos peças, faço menos trocas. Minha mala é muito pequena, mas gosto de estar pronto para qualquer situação.”

Confira a seguir um pingue pongue com Victor Affaro sobre estilo.

Conforto ou estilo, escolha difícil?

Não dá pra ficar confortável sem estilo e vice versa. Faço questão de me sentir sempre bem vestido, mesmo em casa. Gosto de peças básicas, simples e práticas, que me garantam liberdade de movimentos em um set de fotografia e, se me chamarem para jantar, estarei pronto. Presto muita atenção na qualidade nos materiais também. Gosto de roupa feita para durar.  

O que não veste de jeito nenhum?

Estampas e logos.

Cores?

Cinza, marinho, preto. Meu armário é bem monocromático.

Peça preferida da Oficina Reserva?

Calça 247 e Camiseta Pima premium.

Como define o seu estilo pessoal?

Minimalista funcional.  

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