Entrando no Detalhe #2 – Rafa Gomes

Em 20 anos de carreira, o chef Rafael Gomes adquiriu uma bagagem profissional extensa, que o colocou como uma das principais revelações da gastronomia internacional na última década. Adepto da filosofia do “keep it simple”, que ele aplica no cardápio de seus restaurantes Itacoa – com unidades em Paris e no Rio de Janeiro – e em seu estilo pessoal, Rafael é capaz de transformar uma salada de tomate em iguaria e faz questão de valorizar a origem de seus ingredientes.

“Fazer o simples bem feito é a coisa mais difícil que existe”, afirma o chef que deixou Niterói (RJ) aos 19 anos, viajou pelos cinco continentes e acumulou experiências do Alasca à Ásia até se estabelecer na ponte-aérea Paris-Rio. Na capital fluminense ele ainda mantém o Seu Porkinn, fast food dedicado a delícias feitas com carne de porco. Apreciar processos e escolher produtos orgânicos, cultivados por pequenos produtores, para construir um estilo clássico, eficaz e atemporal é, segundo Rafa, uma questão de educação. “Passei por um processo de educação com os chefs com os quais trabalhei, por isso dou valor, hoje, para a origem dos alimentos. Aprendi a apurar o paladar, quebrar pré-conceitos e a valorizar a simplicidade”, explica.

Segundo ele, a pandemia foi uma oportunidade de todos praticarmos essa reeducação e prestarmos atenção nas pequenas coisas que valem a pena na vida. “Pense no que te faz bem, no que te traz boas memórias afetivas. A relação com comida mudou, passamos a procurar mais aconchego e conforto, assim como aconteceu na moda”, compara. Rafael entendeu que, no aspecto profissional, é preciso ser autêntico e, acima de tudo, dar aquilo que o cliente quer. “Me proponho a fazer o melhor que eu posso dentro da necessidade e da vontade do meu cliente.”

Rafael anda muito de bicicleta em Paris – “é prático e me dá a chance de apreciar a cidade” – e dirige um carro híbrido quando necessário. O estilo de vida saudável, refletido na comida que faz, é versátil e lhe dá a capacidade de se adaptar a diferentes culturas e situações, seja no Brasil, na França, na Califórnia ou em Nova York. Não é diferente quando o assunto é estilo pessoal. “Gosto de estar bem vestido sem chamar muito a atenção. Procuro na comida mesma coisa do que na roupa: um bom produto, feito de maneira simples.”

Não à toa, seu “uniforme” diário consiste em camisetas lisas e calças leves, daquelas roupas que não pedem muito raciocínio na hora de compor as peças e que lhe permitem estar alinhado e pronto para a maioria das situações de um dia normal. “Tenho a vantagem de não precisar me vestir de terno e gravata no cotidiano, o que é um alívio para o meu estilo de vida dinâmico”, diz. Roupas fáceis de usar, que otimizem as combinações durante as viagens aos quatro cantos do planeta, são, portanto, a melhor pedida. Assim como na gastronomia que faz, Rafael valoriza o simples bem feito, com matéria prima de qualidade, na hora de montar as suas produções. Uma elegância discreta que resiste ao tempo e aos modismos.

Pingue-pongue de estilo

– Estilo pessoal: simples com qualidade

– Peça chave do guarda roupa: camiseta preta

– Conforto ou estilo? Conforto com estilo, sempre

– Uniforme diário: Básico, com peças em azul escuro, verde musgo ou preto.

– O que não veste de jeito nenhum: Nada muito bling-bling ou chamativo, com estampas.

– Peças preferidas da Oficina Reserva: Calças Maleável e 247.

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