Parka: um ícone nascido no Ártico e lapidado nas trincheiras para uma vida urbana alinhada

Clássico do vestuário masculino, a parka é conhecida por suas referências militares, mas o que pouca gente sabe é que, na origem, a peça não tinha nada de militar. Na verdade, ela foi projetada pelos Inuits, nação indígena esquimó, nativos do Ártico canadense, Alaska e Groenlândia. Com o objetivo de se manterem aquecidos e secos durante a caça ou a bordo dos caiaques, eles criavam suas roupas com pele animal. A palavra “parka” deriva, justamente, do significado, na língua dos Nenets (outro povo do Ártico adepto da vestimenta), para “pele animal” e o nome tem sido usado desde então. Curiosamente, as parkas eram vestidas, principalmente, por mulheres, pois, tradicionalmente, possuíam uma bolsa para carregar os bebês.

Na Segunda Guerra, um casaco baseado na parka original foi desenvolvido, feito de náilon e forrado com lã, para proteger os soldados de temperaturas de até 60°C negativos. Alguns modelos foram chamados de N-3B Snorkel pois era possível fechá-los até o nariz, mantendo aberta apenas a parte dos olhos, lembrando o snorkel de mergulho. Apesar da Snorkel ser a preferida nas trincheiras, também existia a parka com abertura normal, mas com pelos no capuz para proteger dos ventos cortantes. Este modelo ainda é muito usado no inverno europeu e também em países de frio rigoroso.

Nos anos 1950, foi adotada na Guerra da Coréia para, uma vez mais, adaptar-se a diferentes condições climáticas. Virou uniforme do Exército, do Corpo de Fuzileiros Navais e da Força Aérea. Resistente à água, com uma capa removível para aliviar ou aumentar o calor, ombreiras e mais bolsos para transportar equipamentos extras e acessórios, ela se tornou vestimenta indispensável e preferida entre aqueles que serviam no ar ou no campo de batalha. Em 1965, a parka foi remodelada e ficou conhecida como M-65 ou Fishtail Parka (ou Parka de Pescador), pela semelhança com as capas que os pescadores usavam para se proteger do frio e da água do mar em suas embarcações.

A versatilidade da parka ultrapassou as fronteiras do Ártico e das bases militares, se espalhou pelo mundo e transformou a peça em ícone de estilo. Nos anos 1960, vestiu a turma dos Mods londrinos, caiu nas graças de astros como Mick Jagger e, na década seguinte, foi parar nas telas de cinema. Sylvester Stallone, no primeiro Rambo, e o filme Quadrophenia, baseado na ópera rock de mesmo nome da banda The Who, trataram de popularizar as parkas. Nos anos 1990, elas viraram símbolo do britpop ao vestir grupos como Blur ou Oasis.

A Parka Militar Tech da Oficina, além de carregar toda essa história e ser super resistente, tem corte de alfaiataria, mais alinhado e minimalista. O tecido é impermeável, como manda a tradição, mas mais leve, com capuz discreto, embutido com fecho em zíper. É a peça ideal para dias de frio e chuva na cidade e dura uma vida.

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