Succession, a série – O mundo dos negócios visto por um ângulo familiar

Forte candidata ao seleto clube das melhores séries já feitas, Succession consegue atualizar o gênero do drama focado no mundo dos negócios com agilidade de narrativa, personagens fascinantes e um figurino atemporal muito elegante. Se você ainda não assiste, está perdendo tempo. As três temporadas produzidas até agora estão disponíveis na plataforma HBO Max. 

Succession já conquistou sete Emmys desde a sua estreia, em 2018, incluindo os prêmios de Melhor Série Dramática, Melhor Roteiro em Série Dramática, além de ganhar o Globo de Ouro de Melhor Série de Drama, Melhor Ator em Drama para Brian Cox, entre diversas outras premiações importantes. Você deve estar se perguntando, então, quais os motivos para tamanho êxito e o que faz de Succession um dos maiores acertos da HBO, certo? Vem saber mais sobre a produção. 

Succession acompanha a vida e os negócios da família Roy, composta por Logan Roy (Brian Cox) e seus quatro filhos: Connor (Alan Ruck), Kendall (Jeremy Strong), Shiv (Sarah Snook) e Roman (Kieran Culkin). Também fazem parte da trama o “primo Greg” (Nicholas Braun), Tom (Matthew MacFadyen), o marido de Shiv, entre outros personagens da família, amigos e funcionários.

Logan Roy é dono do enorme conglomerado Waystar Royco, que tem no portfólio empresas de mídia, entretenimento, parques e cruzeiros, entre outras. A família é conhecida em todo o mundo não só por ser bilionária, mas também pelos escândalos que costuma protagonizar.

A trama começa quando Logan, que já é um idoso de 80 anos, tem um infarto, o que dá início a uma disputa de poder dentro da própria família para ver quem será o sucessor do cargo de CEO. A questão é apenas o início de conflitos e polêmicas que se estendem até a terceira temporada, entre problemas com investidores e com a justiça.

A julgar apenas pela sinopse, Succession tinha tudo para ser uma série entediante. De fato, todos aqueles ternos de cores neutras, móveis marrons, decorações douradas ou em bege, carros pretos e blindados, não são muito atrativos aos olhos. Porém, a trama consegue conquistar pelo roteiro que, mesmo falando sobre negócios, consegue incluir humor com muita ironia e acidez. Ao mesmo tempo que cada personagem consegue ser irritantemente insuportável, conseguimos rir dos diálogos e das situações, que são sustentadas com jogos de câmera frenéticos. Succession é uma produção dramática com toques de sátira, e dá vida a pessoas desprezíveis com quem raramente temos contato, daquelas que apenas ouvimos falar. Cada personagem é muito bem construído nas mãos de seus responsáveis, a começar pelo próprio Logan Roy, que tem toda a sua ganância e personalidade bruta e rabugenta bem interpretada pelo veterano Brian Cox.

Roman é cínico e cultiva um humor ácido, Shiv é a filha mais sensata, e Connor não quer saber dos negócios da família, preferindo investir em uma carreira na política. Mas o irmão que mais se destaca é Kendall, interpretado por Jeremy Strong. O executivo parecia ser a primeira escolha para a sucessão, não fosse por seus escândalos provocados com o envolvimento com drogas. Apático e nitidamente infeliz, o personagem busca na disputa pelo poder a motivação para continuar vivendo, o que o faz entrar em conflitos gigantescos com o pai.

Além de Roman, conseguimos rir com o personagem Greg, um primo distante da família, que decide ir até Logan para pedir emprego. Isso acontece no dia em que o CEO infarta. Os primos usam e abusam da disponibilidade e inocência do jovem, que está longe de ser um milionário. 

No quesito estilo, existe vida além dos ternos e da alfaiataria em Succession, principalmente nas produções de Kendall, que arrisca jaquetas, tricôs e tênis de grifes consagradas em momentos mais casuais. A elegância discreta e atemporal de seu figurino é cosmopolita, urbana e muito versátil, pois o mantém alinhado o tempo todo. Dê o play nessa série e nos agradeça depois. 

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